03 outubro 2008

Assim vale a pena!

O Benfica já ganhava por 2-0 aos 88 minutos quando ainda vi o Reyes e o Nuno Gomes a pressionar na grande área do Nápoles...

Obrigado Sr. Quique, Sr. Rui Costa e obrigado aos jogadores pelo grande espectáculo de futebol que ficou perfeito com a ajuda de fantásticos adeptos!!

A paella estava soberba ;)

Saudações Benfiquistas!
LM

29 setembro 2008

Rampa de Lançamento!

Os dados estão (re)lançados!

Com um início de época titubeante, este fim de semana marcava o início de um ciclo mais ou menos determinante para o sucesso da equipa, mas essencialmente para atingir níveis de tranquilidade adequados para continuar com o trabalho sério que tem vindo a ser desenvolvido pela equipa técnica do Benfica e respectivo plantel às suas ordens.

As vicissitudes têm sido muitas: entre lesões, castigos, falta de entrosamento, aquisição de novos conceitos tácticos, comprovada falta de sorte em alguns lances defensivos e um calendário improvavelmente difícil (Porto, Sporting e 2 jogos com o Nápoles em menos de um mês), é evidente que, em caso de derrota no jogo com os leões no passado Sábado, os 7 pontos de atraso correspondentes, abalariam e muito a atitude e confiança desta equipa benfiquista ainda em construção, sempre pressionada pelos adeptos mais exigentes do mundo, pela imprensa e claro, pelos investidores (leia-se instituições financeiras) com interesses na SAD benfiquista.

Quique Flores apostou numa dupla de centrais muito jovem (também face às ausências forçadas) e foi ainda mais além, “dispensando” os serviços do jovem Leo (até há pouco considerado como um imprescindível da equipa, a meu ver bem), fazendo alinhar na defesa esquerda o reforço (?) Jorge Ribeiro.

Opção questionável esta, uma vez que me parece que Leo oferece muito mais garantias quer ofensivas, quer defensivas, desde que instruído para o efeito. Enfim, esta troca pode ter três ou 4 explicações possíveis: 1) poupar recursos disponíveis, com vista à utilização de Leo e das suas capacidades ofensivas num jogo que o Benfica necessita ganhar frente ao Nápoles; 2) uma quebra de forma do lateral esquerdo brasileiro; 3) uma maior confiança (questionável) nas capacidades defensivas de Jorge Ribeiro, de forma a permitir uma maior liberdade a Reyes ou 4) outra questão menos saudável em termos de balneário (de todas as opções, esperemos que não seja este o caso).

Seja como for, o Benfica venceu e bem, vitória no derby lisboeta que começou, coincidência ou não, precisamente a desenhar-se num belíssimo pontapé de Reyes!

O Benfica correu mais, teve mais atitude e teve efectivamente alguma supremacia táctica face à tentativa de jogo directo, praticado pelo Sporting. No entanto, os jornalistas que cantaram louvores à exibição benfiquista (quer dos jogadores, quer do treinador), facilmente crucificariam essa mesma equipa e o seu treinador caso a bola não tivesse entrado…

A verdade é que o jogo foi equilibrado, e que um pequeno lance, um pequeno momento poderiam fazer a diferença. Foi isso que aconteceu, felizmente a beneficiar os encarnados! De todo o modo, a equipa continua a ter um longo caminho a percorrer e não podemos (especialmente os benfiquistas) perder essa noção.

Creio estarem criadas as condições para que a construção da equipa continue a bom ritmo, de preferência com a disponibilidade de alguns elementos importantes que se têm pautado pela irregularidade devido a lesões ou castigos (Luisão, David Luiz, Suazo, etc.), com o objectivo de chegar a meio da época bem posicionada para atacar o final da mesma, com uma equipa bem “oleada”, confiante, pujante, que impunha temor aos adversários (apanágio do FCP nos últimos anos) e que jogue um futebol simples, bonito e eficaz!

Para que tudo isto aconteça, seria também muito importante uma vitória frente ao Nápoles na próxima 5ª feira… (nem que seja por 1-0, aos 97 minutos, com um golo “estranho” numa bola de ressalto, de preferência legal!) com a correspondente passagem à fase seguinte da taça UEFA!

Saudações cativas e “construtivas”.

23 setembro 2008

Como tornar difícil o que parece fácil

1ª LIÇÃO:

Marcar um golo aos 6 minutos fruto de uma belíssima jogada de ataque, ter o jogo aparentemente calmo e controlado e, quando menos se espera, falhar um alívio de bola à entrada da área e dar o corpo ao remate de um adversário para levar a bola caprichosamente ao ângulo da própria baliza.

2ª LIÇÃO:

Após um período de tempo de encaixe do empate sofrido a frio, conseguir através de jogo efectivo atingir uma margem clara e confortável de 2 golos de diferença a meia hora do final do jogo para logo depois voltar a encaixar um golo mal sofrido numa bola mal dominada pelo guarda-redes Quim (continuo a pensar que não vejo outros guarda-redes da nossa liga a cometer erros tão básicos!... vá, talvez com a excepção do Rui Patrício e claro, do saudoso Ricardo!)...

3ª LIÇÃO:

Apesar de uma 2ª parte mais apagada, conseguir um golo fantástico depois de um remate do improvável Jorge Ribeiro (agora uma mensagem privada: sendo este bom ou mau, queria ver o Luís Filipe a fazer algo sequer parecido com o remate deste miúdo!), repondo a diferença de 2 golos no marcador, para uns aparentemente concludentes 2-4, para, passados uns minutos consentir mais um golo fácil, explicado talvez pela inexperiência individual e colectiva da defesa e pela menos explicável tremideira que afectou o actual guarda-redes da selecção nacional.

4ª LIÇÃO:

Passar os últimos 10 minutos do encontro sem sair da própria grande área, revelando uma incapacidade frustrante de movimentações ofensivas ou de inteligência de jogo defensivo, com recurso a faltas sistemáticas a meio do meio campo, precisamente a arma mais temível utilizada pelo Paços de Ferreira, para colocar a bola com perigo junto da baliza de Quim... ainda deu tempo para uma grande defesa, para mais algumas atrapalhações na defesa com os correspondentes alívios mal conseguidos e para ver a bola a razar o poste, naquele que seria o golo do empate...

Em resumo, ficou o resultado positivo, com a equipa a denotar bons momentos, mas alternados com muita ansiedade e falta de maturidade no que respeita ao controlo de jogo... Mais importante ainda, o baptismo de um novo local de visionamento do jogo: 100%! 1 jogo = 1 vitória... agora é ver se a estatística se mantém!

Saudações cativas.

19 setembro 2008

Cinismo italiano

Taça UEFA, 1ª eliminatória, 1ª mão, Nápoles 3-2 Benfica.

A época, apesar de prometer muito, está difícil de arrancar. O Benfica continua sem vitórias em jogos oficiais: 3 jogos, 2 empates e desta vez, uma derrota.

Ontem, o Benfica pode-se queixar de vários aspectos: em primeiro lugar a habitual falta de sorte portuguesa (vidé exemplos da selecção face à Dinamarca, do Setúbal também no jogo de ontem frente ao Herenveen, as duas bolas às traves do Marítimo com o "colosso" Valência). Com dois golos surrealistas (um deles sofrido imediatamente após o golo inaugural marcado pelo reforço benfiquista - com "R" maiúsculo - David Suazo) e outro logo no início da 2ª parte com um ressalto traiçoeiro a bater o guarda redes Quim, pela 3ª vez.

Depois, contrariando o hábito de não comentar a terceira equipa presente em cada jogo, há que referir a pobre exibição do trio de arbitragem, especialmente no capítulo disciplinar, que possibilitou que o Nápoles chegasse ao fim da partida com 11 jogadores ao invés de 8!

Três expulsões foram perdoadas à equipa italiana, sendo que a última destas situações provocou pelo contrário, que o Benfica tenha estado na prática com menos um jogador em campo durante 20 minutos - uma entrada duríssima sobre Suazo que, espera-se que não provoque males maiores ao nível da integridade física do jogador (se a referida falta tivesse sido cometida pelo benfiquista Bynia, não faltariam dedos acusadores!).

Finalmente, e talvez o ponto mais importante, uma vez que caso não se verificasse, teria compensado os aspectos anteriores. O grande erro de "casting" deste novo Benfica: a não contratação de um lateral direito efectivo, sem que exista cultura e disponibilidade táctica de alguns jogadores (especialmente de Reyes, Di Maria e Urreta) para compensar as deficiências defensivas do esforçado mas limitado Maxi Pereira (ingratamente remetido para aquela posição que parece não ser sua) e as investidas arriscadas do "jovem" Leo.

Enfim, no final o resultado conseguido tem um sabor agri-doce, deixando a porta entreaberta a uma passagem à seguinte eliminatória, caso na 2ª mão na Luz, o Benfica não cometa alguns dos erros de ontem e seja acompanhado por alguma sorte.

Vamos Benfica!

Saudações Cativas.

25 agosto 2008

Regresso

Aproxima-se o final do mês de Agosto. O país começa a sair lentamente da letargia morna das férias, povoada de não notícias quer a nível desportivo quer a todos os outros, apenas com alguns rasgos de interesse olímpico (grandes Nelson e Vanessa!).

Por seu lado, a vasta comunidade emigrante portuguesa prepara-se para voltar aos seus respectivos países de residência, não sem antes aproveitar para espreitar como estão os seus clubes de sempre... primeiramente com alguns jogos a feijões e finalmente com a 1ª jornada do campeonato que agora é "Sagres".

A palavra chave desta época do ano é regresso! O regresso a casa, o regresso às aulas, o regresso ao trabalho... o regresso aos estádios, e, porque não, o regresso do Benfica aos títulos?

Depois de um relativamente largo período de tempo de pausa, regressam ainda os meus comentários neste blog.

As novas equipas do Benfica (quer técnica, quer directiva, quer desportiva) vão enchendo os adeptos benfiquistas de ilusão (um espanholismo bastante apropriado!) de que esta época estará qualitativamente distante da anterior.

A qualidade média da equipa titular subiu consideravelmente, os jogadores começam a revelar alguma disponibilidade táctica e, aos poucos, vê-se que o futebol praticado volta a mostrar algumas (boas) ideias.

O novo treinador, Enrique (Quique para os amigos) Flores, parece ser uma pessoa bem formada, e mais do que isso, um bom profissional e um profissional motivado. Os jogadores sentem-se acompanhados e orientados por alguém que percebe do assunto e que se importa com o que eles fazem dentro de campo... isto faz toda a diferença!

Mas desenganem-se os que esperam um "passeio no parque" garantido pelas estrelas Aimar, Reyes e companhia. Está visto que os resultados não aparecem porque sim, e prova disso mesmo, foi o empate cedido ontem contra o Rio Ave, no arranque da época.

Apesar do Rio Ave se ter apresentado como uma equipa compacta, rigorosa e motivada (ao contrário dos fraquinhos Trofense e Belenenses - que desilusão... se as coisas não melhorarem pelos lados do Restelo, prevejo uma época bastante difícil para estes azuis), o Benfica tinha evidentemente obrigação de ganhar, e acima de tudo de jogar mais.

De todo o modo, quando soou o apito final, não senti o mesmo amargo de boca que vezes sem conta me assolou ao longo da época passada. O jogo do Benfica esteve longe de ser brilhante (e terá que melhorar substancialmente, se queremos ser candidatos ao título) mas também não foi uma exibição amorfa e desesperançada como acontecia na época passada, em que os jogadores se limitavam a esperar que os minutos passassem e que os rasgos de um ou outro jogador servissem para chegar a um resultado positivo.

Estamos apenas no início do início, mas é importante não perder o comboio...

Foi apenas o início deste regresso, que todos queremos que se concretize daqui por aproximadamente 9 meses!

Saudações cativas.

21 agosto 2008

Paella

Não sei se o nosso treinador gosta de cozinhar, e muito menos sei se sabe preparar o prato predilecto dos Nuestros Hermanos e originário de...Valência claro está...Estou a falar obviamente da Paella.

A Paella é um prato que junta arroz, variadíssimos vegetais e ultimamente chocos, camarões, pimentos e montes de outras coisas, inclusivamente o tomate. A Paella é feita numa paellera com determinadas dimensões e deve ser cozinhada a uma determinada temperatura para não queimar os ingredientes e não dar um sabor mau ao arroz. O sabor deve ser forte, apurado e distinto...

O Benfica cheira a isto mesmo, cheira a uma boa paella, cozinhada com tranquilidade, em lume brando, com ingredientes variados e interessantes e que fazem a diferença no sabor, côr e própria textura do cozinhado. Ficamos com a sensação que o cozinheiro sabe o impacto de cada condimento, e sabe a hora exacta em que tem de dar a volta à colher. Gosto da forma como ele coloca os ingredientes essenciais no início, como eles se movimentam na paellera, como eles sentem que não têm o lugar garantido e como eles pressionam para manter o sabor.

Espero que assim continue, e que o sabor da nossa Paella encarnada se apure cada vez mais. De pratos esturricados estou eu farto e este cozinheiro pelo menos parece saber o que faz.

LM

27 junho 2008

FIFA aprova Regra 6+5

O Euro2008, é bom para muita gente em virtude de permitir colocar na sombra diversos assuntos que vão surgindo e que vão passando despercebidos em detrimento do show off circense em que se tem tornou a selecção nacional. Eu compreendo que para os emigrantes esta foi uma oportunidade de ouro para poderem expandir o seu nacionalismo, mas convenhamos que este circo todo poderá ter sido contraproducente, continuo a achar que todo este movimento mediátio foi absurdo e teve impacto na performance dos jogadores e tornou a derrota com a mais forte Alemanha uma desilusão do tamanho do mundo para muita gente.

Mas o assunto deste post é outro, tem a ver com uma notícia que surgiu há umas semanas e que ainda não vi devidamente explorada, e que irá dar muito que falar se for mesmo adiante. A FIFA aprovou no seu congresso anual uma nova regra que obriga os clubes a jogarem de início em todos os jogos com, pelo menos, 6 jogadores nacionais. A União Europeia já deu indicações de que essa regra vai contra a legislação europeia de livre circulação de trabalhadores dentro do espaço europeu, pelo que se avizinham grandes conflitos jurídicos para os próximos tempos.

A proposta da FIFA assenta numa implementação faseada: 4+7 em 2010-2011, 5+6 em 2011-2012 e 6+5 em 2012-2013.

Em termos de campeonato português parece-me que poderá ser muito importante para o fortalecimento de uma filosofia de formação ao invés de uma filosofia de importação, porque actualmente, em Portugal, as equipas jogam com cerca de 80% de estrangeiros (estimativa minha) e o jogador português é invariavelmente preterido em benefício de um qualquer estrangeiro de qualidade duvidosa mas que permite um maior encaixe financeiro aos respectivos empresários.

O Sporting será, com base no plantel do ano passado, a equipa que melhores condições tem para implementar rapidamente um sistema destes, pois joga regularmente com 5/6 jogadores portugueses (7/8 se contarmos com o liedson e derlei nessas condições), embora com as saidas anunciadas de Moutinho e Veloso, esses números poderão ser mais complicados de manter, apesar da possibilidade da entrada de Adrien ou da recém contratação do Postiga.

O Benfica estará logo a seguir na lista dos clubes grandes com melhores condições para implementar esta regra, joga habitualmente com 4/5 portugueses (seriam 5/6 se o Rui Costa ainda continuasse). A contratação de um novo avançado e uma menor forma fisica do Petit pode por em causa esses números, mas se algum dos júniores que irão fazer a pré-época ou o Ruben Amorim, ou o Fábio Coentrão se mostrarem à altura (ainda não acredito na contratação do Jorge Ribeiro) podem fazer os números subirem novamente.

O Porto é o clube que, neste momento apresenta sérias dificuldades em cumprir com os valores definidos. Se no ano passado apresentava regularmente 4 jogadores portugueses no onze, na próxima época esses número poderão ser muito, mas mesmo muito complicados de manter. Quaresma está de saída, o Burro Alves também poderá abandonar o barco, Pedro Emanuel poderá claudicar perante um central mais jovem, resta Raúl Meireles, sem que não se vislumbrem no banco alternativas portuguesas credíveis.

Confesso que me parece uma medida acertada, só tenho algum receio que sirva para mais uma onda de nacionalizações interesseiras e com motivos pouco éticos. Enfim, vamos ver se avança.

25 junho 2008

Imagem de Rui Costa em publicidade de sites de apostas

No seguimento de toda esta história do afastamento do FC Porto da Liga dos Campeões, surgiu um assunto que tem passado despercebido e que me parece importante referir aqui, a imagem de Rui Costa associada ao um site de apostas.

Como terão reparado (era tão grande que era difícil não ver) tivemos durante uns tempos a publicidade referida aqui no blog, promovida pela Netaffiliation. Depois da questão que foi levantada pelo Pinto da Costa, fui verificar o que se passava, e confesso que não gostei do resultado.

Ingenuamente pensei "porreiro, uma imagem enorme do Rui no meu blog", mas confesso que não percebi o alcance de um jogador de futebol de topo andar a fazer publicidade por uma empresa de apostas. Muito menos imaginei que o Rui se fosse meter num esquema mais manhoso, o seu nome deu-me mais garantias. Mas o Rui já não é jogador, e é agora dirigente de um clube e é proibido e mais ainda é imoral, que um dirigente de um clube tenha relações de interesse com o lobby das apostas.

Acredito no Rui e na sua boa-fé, apenas acho que era altura de o Rui vir a público falar sobre esta relação comercial e sobre o seu fim (espero). Não vale a pena arriscar que o início do Rui seja atropelado por um escândalo desta natureza.

Os Cativos já deram a sua contribuição, já retiraram a respectiva campanha.

12 junho 2008

Sr. Scolari no Chelsea: tanta coerência num homem só

Há alguém que não se lembre da famosa conferência de imprensa em que o sr. Scolari bate com a porta ao Benfica por se ter divulgado o seu acordo para a transferência no final do Euro 2004? Tanta indignação acerca do timming da notícia, pelo impacto que isso poderia ter nos jogadores e nos adeptos... Estou à espera de uma conferência de imprensa do género, pelo menos para manter a tão aclamada isenção e o tão aclamado carácter do nosso Seleccionador.

A partir desta data começam a aparecer aqueles que têm andado tapados com o pseudo-sucesso da nossa selecção a criticar o intocável sr. Scolari. Até hoje quase ninguém via o hipócrita que há no sr. Scolari e ninguém via o vulgar treinador que ele é.

Dois méritos terá esta transferência: primeiro, colocar a nu todas estas deficiências de carácter; segundo, faz-nos livrar deste pastor de Igreja evangélica que tivemos de aturar durante estes 5 anos, já chega de Roberto Leais e de Toni Carreiras nos estágios, os jogadores agradecem, imagino eu...

Queria ainda realçar que neste momento Madail perdeu a última (ténue) linha que o segurava ao tacho da presidência da FPF, pelo que sugiro que peça a demissão o mais rapidamente possível, antes de começar com ideias parvas, como a contratação do Manuel José, como já se ouve para aí falar.

Apenas para elucidar mais um pouco quem ainda não percebeu, queria apenas listar alguns dos episódios mais tristes deste senhor:
- qualquer organização honesta despediria um seu funcionário se este tentasse agredir um "colega" de profissão de uma empresa adversária sem que qualquer razão aparente, qualquer funcionário decente teria pedido desculpa por um acto irreflectido que todos temos, principalmente quando se ocupam cargos de responsabilidade elevada;

- qualquer pessoa com carácter teria recusado aceitar uma proposta de trabalho enquanto desempenha uma fase crítica das suas actuais funções, principalmente quando já o fez no passado, o que demonstra que a razão que o levou a fazer no passado não foram os princípios mas sim os valores envolvidos;

- a empresa através da qual o sr. Scolari recebe cerca de 500.000 € anuais (gestão de direitos de imagem, etc) pertence a um empresário de futebol, que curiosamente é o empresário de 70% dos jogadores convocados pelo seleccionador e é a única pessoa estranha à comitiva com autorização para circular pelo hotel do estágio livremente, uma pessoa de carácter não aceitava esta situação;

- a empresa através da qual o sr. Scolari recebe cerca de 500.000€ anuais (gestão de direitos de imagem, etc) pertence a um empresário de futebol e é dirigida por uma senhora chamada Bárbara Vara, filha de Armando Vara. Curiosamente quando este senhor entrou para a administração da CGD, esta demonstrou um súbito interesse em fazer campanhas publicitárias milionárias com o sr. Scolari, o sr. Scolari rescindiu o seu contracto com o BPN e lá foi ele para a CGD, uma pessoa de carácter não aceitava esta situação;

- é publico que o sr. Scolari abordou directamente 4 jogadores brasileiros para que integrassem a selecção nacional de futebol com a promessa de um processo de nacionalização simples e titularidade garantida (esta já é especulação minha), processo esse que lhes abriria as portas dos grandes clubes europeus, 2 já lá estão, com os outros 2 não correu tão bem, um (Derlei) passou uma época lesionado e o outro (Liedson) bem queria mas deve ter sido travado por alguém (Jorge Mendes? Para lá colocar o Makukula e manter o Postiga?). Se este senhor não se fosse embora, daqui a 5 anos teríamos mais de metade da selecção nascida do outro lado do atlântico.

Resumindo: este senhor é um hipócrita que teve os melhores leques de jogadores disponíveis para a selecção de sempre e continuamos sem ganhar um titulo e a fazer apuramentos à rasca. Fiquei muito feliz quando ele bateu com a porta ao Benfica e fico feliz por ele dizer adeus à selecção, pode ser que assim volte a ganhar algum respeito pela equipa das quinas.

04 junho 2008

FC Porto afastado da Liga dos Campeões

E o resultado foi, afastado das competições da UEFA durante 1 ano. Podem ver a notícia no publico.


Mão leve da UEFA no castigo ao FC Porto

Da mesma forma que achei ridiculo o castigo aplicado entre portas, parece-me que a UEFA perdeu uma oportunidade de marcar uma posição de força, diria que houve medo das consequências para o sucesso do seu Euro que agora se inicia.

Posição lamentável da Federação Portuguesa de Futebol

Defendo que é a posição da FPF ficar do lado dos seus clubes quando estes enfrentam problemas. O que não acho normal é que se defenda um clube que foi considerado culpado por tentativa de corrupção desportiva e não recorreu do mesmo, assumindo assim a sua culpa. O Sr. Madail é um dos que está claramente a mais no nosso futebol.

Postura incorrecta do Benfica

Não gosto de ver o meu Benfica na posição de quexinhas, mais ainda fazendo isto apenas por proveito próprio. Se o Luís Filipe Vieira fosse um presidente a sério, abdicava da posição na pré-eliminatória, daria, marcaria uma posição de honestidade muito forte, e mostrava que no futebol também se fazem coisas pela honra. Não conseguimos por mérito próprio ficar à frente do Guimarães, não deveriamos participar na pré-eliminatória.

Demissão da direcção do FC Porto

Não sendo meu hábito opinar sobre a condução dos destinos dos outros clubes, gostaria apenas de dizer que, enquanto instituição o FC Porto saiu mais uma vez lesada pelos seus dirigentes. Se por um lado a glória efémera foi manchada pela sombra da corrupção, por outro a atitude de não defender a imagem do clube até às últimas consequências vai custar muito caro. Acho que são claros sinais de que Pinto da Costa e seus pares já não têm a capacidade de outros tempos...